Postado em 24 de maio de 2011 às 06:12
Muitas
vezes me pego envolvida em discussões polêmicas a respeito dessa "tal"
felicidade. Dia desses minha amiga falou: Temos que viver mesmo!
Aproveitar cada momento intensamente pois pode ser o único, ela ainda
comentou sobre um jovem conhecido seu que teria morrido cedo sem
"aproveitar" a vida. Fiquei pensando no assunto e cheguei a algumas
conclusões que gostaria de compartilhar com os leitores do Feia. Será
que se esse jovem tivesse levado a sua vida "alucinadamente" teria
vivido muito mais tempo do que viveu? Estamos passando por um momento
muito difícil para o Brasil, as drogas estão acabando com nossos jovens.
Se não bastasse o Crack e os outros tantos entorpecentes lícitos e
ilícitos, agora temos que enfrentar o Oxi, uma droga muito mais
destruidora do que qualquer outra. Hoje os pais não podem corrigir seus
filhos, pois prontamente eles respondem que querem "viver suas vidas" e
que esse direito os assiste, e debaixo da “santa” proteção das leis e
dos tantos recursos que ela possui, se mostram “adultos” e auto
suficientes para tal. Hoje as varas da infância, conselhos tutelares e
Ongs protegem nossos jovens dos pais, mas não conseguem protegê-los
deles mesmos. Nunca antes na história do Brasil, essa frase não é minha,
tivemos um número tão grande de adolescentes infratores, isso para não
dizer ladrões, assassinos e por aí vai. Jovens que roubam, estupram,
matam e desafiam todos os limites da sociedade nos deixando perplexos,
atônitos, desprotegidos e com medo. Sempre me pergunto: Para onde foi a
inocência? Para onde foi a pureza e a doçura dos nossos infantes? O que
fizemos com nosso futuro? Gosto muito de ouvir a Voz do Brasil, e noite
dessas, o Ministro da Saúde dizia que já estamos passando por uma
epidemia de consumo de drogas e pior que isso, ele sinalizava que não
estamos preparados para tratarmos dos nossos pequenos “doentinhos”. Já
havia percebido isso. Sei que é complicado e difícil assistir matérias
como a exibida ontem, 22/05, pelo Fantástico sobre a cracolândia e
sentir amor por aqueles “zumbis”. Aposto que a maioria das pessoas tem
até receio de passar por perto, tamanha a agressividade e insanidade em
que se encontram aquelas pobres criaturas. Será que em determinado
momento conseguiremos ter sobre eles um olhar de compaixão? Quando será
que o poder público vai despertar, levantar do “berço esplêndido” e
perceber a tragédia anunciada que se aproxima? Aqui paro e volto ao
começo... e se esses jovens tivessem tido uma outra visão da vida? E se
eles tivesses imaginado que “viver a vida” era mais que curtir “todas”?
Pois é... espero estar conseguindo “privar” meus filhos dessa “tal
felicidade”, dessa vida desregrada e sem limites. Também quero que meus
filhos sejam felizes e vivam a vida, mas quero que eles vivam muito e
que a felicidade seja plena e duradoura. Que Deus salve a nossa nação e
tenha misericórdia dos nossos jovens. Amém.



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