Como é bom ter
coisas para contar. Sejam elas alegres ou tristes. Como diria o Rei
Roberto: “O importante é que emoções eu vivi...” Então... O passeio na
Cachoeira de Santo Antonio (06/09), foi simplesmente maravilhoso! Estava
tudo muito perfeito: o meu dono, os filhos TPM (Thiago, Paulo e
Marcos), a “futura (??) nora Jessica”, os amiguinhos Ted e Ribamar, as
amiguinhas Cris, o gato Jeferson, a Sirley com o maridão e as 3 meninas
mais gatas do barco e a minha irmã gêmea Moni, tão idêntica a mim que
até nós duas nos confundimos sobre quem é quem. Fizemos tudo que foi
possível para que o passeio fosse bem tradicional ou muito especial. A
Moni levou o livro da Danuza Leão, dizendo ela que seria necessário para
que tivéssemos etiqueta durante o passeio. Não sei de onde ela tirou
que alguém poderia precisar de etiqueta e regras no nosso passeio,
resumindo... abandonamos o tal livro que foi imediatamente adotado pelo
Ted que se descobriu amigo de infância da Danuza. Eu preparei uma
deliciosa e “típica farofa de frango”, item indispensável nesse tipo de
passeio. A Moni achou que a “coisa” tinha que ser o mais real possível,
então levou uma lata de Leite Ninho, porque segundo ela, farofeiro que
se preza, carrega a farofa na lata de leite e bem prensada. *risos*.
Penso eu que devia ser uma tática de provocação dos antigos que consiste
em, abrir a lata quando as pessoas menos esperam e espalhar o aroma da
iguaria pelo ar, deixando todos com água na boca. Na verdade, levamos
nosso “farnel” porque a cachoeira, felizmente, ainda é um local rústico e
inexplorado comercialmente. Graças a Deus ainda não tem por lá aquelas
barracas de cachorro quente, das malditas batatas fritas, hambúrgueres
gordurosos ou “espetinhos de gato”. No barco tinha até um DJ, que tocava
do famigerado brega ao insuportável funk do créu, na verdade, quando as
pessoas estão bebendo e dançando, o ritmo e a letra é o que menos
importa, nada como umas latas de cerveja para entorpecer ouvidos e
mentes. Moni disse que Paulo Freire reviraria no caixão se a visse
rebolando ao som do tecno brega, ora irmã, talvez até o pobre do Paulo
Freire, se vivo fosse e estivesse no barco, se juntaria a essa turma de
professores, pedagogos, anônimos, conhecidos, e a essa humilde servidora
do judiciário e se arriscaria balançar seu corpo ao som do carimbó, que
tocou algumas vezes, bom, pelo menos esse, é um ritmo típico e cultural
da região. Vi muitas quedas de água e de corpos. Muitas pessoas caíram e
se machucaram, inclusive essa que vos escreve, na verdade eu nem caí,
“enfiei” o pé entre duas pedras: no meio do caminho tinha uma pedra, uma
não... duas! Não houve ferimento externo, mas meu joelho deu sinal de
vida de novo e me lembrou que existe, juntamente com todos os ligamentos
que o acompanham. Vim para Macapá no dia 07, feriado, e fui à Unimed, o
ortopedista, Dr. Rassi, na hora mandou “engessar” minha “linda” perna
da altura da coxa até canela. Hum. Não gostei! Ou melhor: ODIEI! Mas
como é para o meu bem... Ta bom, eu aceito! Fiquei triste porque esse
incidente me deixa fora da minha rotina, ta... você vai dizer: mas a
rotina é estressante e eu imediatamente retruco: a rotina é um mal
necessário! Mas voltemos ao passeio: Não vejo a hora de estar bem,
totalmente recuperada para voltar àquele lugar maravilhoso. Fiquei
encantada, inebriada, extasiada com o que vi!! Hoje estava relembrando
toda aquela beleza e imediatamente lembrei-me de agradecer a Deus. Como
somos pequenos, além de não sermos reconhecedores da benignidade de Deus
em nos conceder a natureza, ainda fazemos o “desfavor” de não
preservar, a maior prova disso tive por lá mesmo ao ver que, a maioria
das pessoas jogava seu lixo no meio de toda aquela exuberância sem se
incomodar com o meio ambiente. Aos poucos, latas de cerveja, garrafas
pets, embalagens de alimentos e sacolas plásticas, iam se integrando à
paisagem, deixando tudo com uma cara de “O Homem Passou Aqui”, e, a
julgar pelo tempo que esses resíduos levarão para se decompor, por
muitos e muitos anos a passagem dessas “personas non gratas” ficará
registrada naquele local. Lembrando que, a natureza fica muda, mas no
momento oportuno ela dá sua resposta.
Falemos novamente do barco: eu nunca havia feito uma viagem nos moldes do povo amazônida, adorei as redes penduradas lado a lado, as pessoas todas “juntas e misturadas” num único local. A pessoa que prende e o que é preso, os que ensinam e os que são ensinados, os evangélicos “santos” e os mundanos “pecadores”, as boas esposas e as amantes mais que boas: todos dividindo o mesmo espaço democraticamente. Isso sim é Fantástico!
Quero que você veja as fotos da minha família, dos meus amigos, na natureza, do barco, enfim... do passeio e depois me diga se você não ficou morrendo de inveja. Vou aproveitar os dias “de molho” para, ler, pintar e escrever mais pra você. Na próxima postagem fotos da pernoca engessada, do Balneário Sombra da Mata e mais fotos da cachoeira. Um grande beijo da Feia.
Falemos novamente do barco: eu nunca havia feito uma viagem nos moldes do povo amazônida, adorei as redes penduradas lado a lado, as pessoas todas “juntas e misturadas” num único local. A pessoa que prende e o que é preso, os que ensinam e os que são ensinados, os evangélicos “santos” e os mundanos “pecadores”, as boas esposas e as amantes mais que boas: todos dividindo o mesmo espaço democraticamente. Isso sim é Fantástico!
Quero que você veja as fotos da minha família, dos meus amigos, na natureza, do barco, enfim... do passeio e depois me diga se você não ficou morrendo de inveja. Vou aproveitar os dias “de molho” para, ler, pintar e escrever mais pra você. Na próxima postagem fotos da pernoca engessada, do Balneário Sombra da Mata e mais fotos da cachoeira. Um grande beijo da Feia.
Saindo de Laranjal do Jari


Paisagem pelo caminho


Olha que maravilha de solidão!

Sirley, Cris, Moni, Ted e euzinha

Eu, Ribamar, Ted (com a Danuza nas mãos) e Jeferson
Olha a família aí... "norinha", Thiago, o dono da Feia, a própria, Marcos e Paulo

Euzinha, Moni e Cris com a "latinha" abrindo os trabalhos
Olha a família aí... "norinha", Thiago, o dono da Feia, a própria, Marcos e Paulo
Euzinha, Moni e Cris com a "latinha" abrindo os trabalhos

Moni, eu, Ted, Cris e no fundão o dono da Lu e o Rapinha














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