Estava
conversando comigo mesma ontem, às vezes faço isso, mas sou normal
(...) e falávamos justamente da dificuldade de ser uma pessoa autêntica e
verdadeira nos dia de hoje. Confabulamos ainda das agruras de se
assumir posturas, de ter um ponto de vista e defendê-lo, principalmente,
se o julgamos imutável, mesmo sabendo que não existe nada “imutável”,
já que estamos em constante transformação, seja física, psíquica ou
emocional. É até inconcebível a idéia de que exista alguém que não
aceite mudar, rever conceitos, avaliar situações e tentar, dentro do
possível, adequar as mudanças ao seu entendimento. Precisamos estar
sempre abertos quanto à questão de aceitar determinados fatos, isso hoje
se torna vital, mas devemos estar também conscientes de que, existem
aqueles conceitos que não devemos, em hipótese nenhuma, mudar. Quando
alguém me pede para fazer algo que eu considero imoral, antiético ou que
simplesmente eu convencionei que não é correto, eu não faço! Pode ficar
com raiva, com ódio, pode “me limar” do rol de amigos, pode falar mal
de mim, xingar, espraguejar, pode fazer o que fizer, não faço mesmo e
ponto final. Graças a Deus, estou em uma situação que me permite essa
escolha. Não preciso fazer "patifarias", nem me calar diante daquilo que
eu considero "escroto" para manter meu emprego. Acho deplorável que
pessoas por quase nada se prestem a fazer determinadas coisas ou se
calem quando são as únicas que poderiam falar. As pessoas que me
conhecem de verdade, sabem que não adianta me pedir pra fazer
“maracutaias" que eu não faço. EU NÃO FAÇO!!! Sou imperfeita e cheia de
falhas, mas no meu dia a dia, eu busco ser honesta. O mundo já está
bastante “torto” sem a minha ajuda. Se cada um de nós fizesse a sua
parte nesse sentido, o mundo seria menos desonesto e não teríamos tantas
falcatruas e corrupção. Mas será que é possível um mundo mais limpo?
Acredito que sim. Eu sei que isso parece utopia. Sonhos de quimera. Sei
também que esse mundo parece só existir na minha cabeça, mas eu sei que
ele existe na cabeça de outros milhões de pessoas e que se eu e esses
outros milhões fizermos o que nos cabe, o mundo pode ser melhor. Não me
arrependo de ser honesta e nem de fazer o bem, apesar de que, às vezes
me cansa ver os desonestos, mentirosos, canalhas e cafajestes se dando
bem. Acho um absurdo que os que não prestam, muitas vezes sejam
“premiados” por seus maus atos. Mas esse julgamento e principalmente a
punição não cabem a mim. Sei que eu tenho sido muito bem recompensada
por ser como sou: Tenho recebido recompensas de onde menos espero. É... a
roda da vida é simplesmente fantástica mesmo! Pra fechar essa postagem,
deixando bem claro que não vou deixar de ser verdadeira e autêntica, ME
DOA O QUANTO DOER, vou contar uma historinha da minha infância que se
repetiu até o início da minha fase adulta: Ainda ecoam nos meus ouvidos
as palavras da minha mãe quando ela dizia ou fazia algo que não me
agrada. Eu resistia, “fechava a cara”, “amarrava o burro” "chorava" e
ela ignorando a minha birra, placidamente dizia: “Não gostou? Coma
menos.” Então é isso. Beijos. Particularmente particular...e o que é particular? Na verdade, sempre somos "públicos". Venha... Entre sem cerimônia. Aqui poderemos falar sobre o que você quiser e até, quem sabe, nos tornarmos amigos (as). Aviso: Sem envolvimento emocional ou financeiro! *risos* Bem vindo(a) ao meu pequeno grande mundo. Lu de Oliveira *Migrado do Feia, Pobre e Burra
segunda-feira, 20 de março de 2017
Não Gostou? Coma Menos!
Estava
conversando comigo mesma ontem, às vezes faço isso, mas sou normal
(...) e falávamos justamente da dificuldade de ser uma pessoa autêntica e
verdadeira nos dia de hoje. Confabulamos ainda das agruras de se
assumir posturas, de ter um ponto de vista e defendê-lo, principalmente,
se o julgamos imutável, mesmo sabendo que não existe nada “imutável”,
já que estamos em constante transformação, seja física, psíquica ou
emocional. É até inconcebível a idéia de que exista alguém que não
aceite mudar, rever conceitos, avaliar situações e tentar, dentro do
possível, adequar as mudanças ao seu entendimento. Precisamos estar
sempre abertos quanto à questão de aceitar determinados fatos, isso hoje
se torna vital, mas devemos estar também conscientes de que, existem
aqueles conceitos que não devemos, em hipótese nenhuma, mudar. Quando
alguém me pede para fazer algo que eu considero imoral, antiético ou que
simplesmente eu convencionei que não é correto, eu não faço! Pode ficar
com raiva, com ódio, pode “me limar” do rol de amigos, pode falar mal
de mim, xingar, espraguejar, pode fazer o que fizer, não faço mesmo e
ponto final. Graças a Deus, estou em uma situação que me permite essa
escolha. Não preciso fazer "patifarias", nem me calar diante daquilo que
eu considero "escroto" para manter meu emprego. Acho deplorável que
pessoas por quase nada se prestem a fazer determinadas coisas ou se
calem quando são as únicas que poderiam falar. As pessoas que me
conhecem de verdade, sabem que não adianta me pedir pra fazer
“maracutaias" que eu não faço. EU NÃO FAÇO!!! Sou imperfeita e cheia de
falhas, mas no meu dia a dia, eu busco ser honesta. O mundo já está
bastante “torto” sem a minha ajuda. Se cada um de nós fizesse a sua
parte nesse sentido, o mundo seria menos desonesto e não teríamos tantas
falcatruas e corrupção. Mas será que é possível um mundo mais limpo?
Acredito que sim. Eu sei que isso parece utopia. Sonhos de quimera. Sei
também que esse mundo parece só existir na minha cabeça, mas eu sei que
ele existe na cabeça de outros milhões de pessoas e que se eu e esses
outros milhões fizermos o que nos cabe, o mundo pode ser melhor. Não me
arrependo de ser honesta e nem de fazer o bem, apesar de que, às vezes
me cansa ver os desonestos, mentirosos, canalhas e cafajestes se dando
bem. Acho um absurdo que os que não prestam, muitas vezes sejam
“premiados” por seus maus atos. Mas esse julgamento e principalmente a
punição não cabem a mim. Sei que eu tenho sido muito bem recompensada
por ser como sou: Tenho recebido recompensas de onde menos espero. É... a
roda da vida é simplesmente fantástica mesmo! Pra fechar essa postagem,
deixando bem claro que não vou deixar de ser verdadeira e autêntica, ME
DOA O QUANTO DOER, vou contar uma historinha da minha infância que se
repetiu até o início da minha fase adulta: Ainda ecoam nos meus ouvidos
as palavras da minha mãe quando ela dizia ou fazia algo que não me
agrada. Eu resistia, “fechava a cara”, “amarrava o burro” "chorava" e
ela ignorando a minha birra, placidamente dizia: “Não gostou? Coma
menos.” Então é isso. Beijos.
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