Postado em :19 de abril de 2011 - 17:42
Estava
dentro do avião, trecho Curitiba/Macapá e eram 20h34min, do dia 18/04
quando comecei a analisar e refletir sobre uma cena que havia
presenciado no aeroporto Tom Jobim: Um rapaz tratou muito mal e humilhou
um atendente de um daqueles cafés que funcionam nas salas de embarque.
Era minha vez de ser atendida e ao olhar o rosto triste do jovem, tentei
animá-lo dizendo: “Não esquenta. Sinta pena... ele não merece mais que
isso. Imagine que o fato de você não ter revidado te faz muito melhor do
ele.” Ele sorriu e agradeceu. Após pensar... e pensar sobre o ocorrido,
consegui entender ou "nomear" algo
que há muito estava sentindo. Eu sabia que o que eu sentia tinha nome,
só não havia encontrado uma palavra que o definisse. Um dia, expus o que
pensava sobre o assunto para uma amiga, expliquei que quando alguém
fazia algo que me desagradava, antes de eu ter acessos de fúria e
revidar, eu analisava o perfil da pessoa e os motivos para que ela
agisse assim. Hoje é diferente, faço-me algumas perguntas do tipo:
Quanto essa pessoa ganha? Quais os problemas que ela enfrenta no seu
cotidiano? Será que ela está com muitos problemas e por isso está tão
estressada? Muitas vezes cheguei mesmo a comparar a minha vida com a da
pessoa na intenção de, talvez, justificar os seus atos. Inúmeras vezes
consegui me conter e olhar para a pessoa com certa misericórdia, tendo
inclusive contornado a situação de maneira satisfatória, recobrando
minha estabilidade emocional. Hoje finalmente entendo que o que sinto
chama-se COMPAIXÃO. Isso mesmo,
o sentimento de compaixão pode nos ajudar a olhar com carinho para os
seres “toscos” e às vezes “brutos” que eventualmente aparecem no nosso
caminho, dando-nos, inclusive, a oportunidade de lançar para essas
pessoas um olhar de piedade e ao mesmo tempo de agradecimento por eles
nos possibilitarem um crescimento, um amadurecimento e um entendimento
melhor de tudo que ocorre ao nosso redor. Ainda estou aprendendo,
“treinando” e sei que não é fácil, mas acredito que a compaixão possa
ser exercitada e posteriormente virar um hábito salutar. Se colocarmos
isso como uma atitude extremamente necessária para vivermos melhor,
iremos conseguir com mais facilidade. Que tal começar o exercício da
compaixão hoje mesmo? Pense nisso. Beijos da Feia.


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