Postado em 8 de junho de 2011 às 18:24
Voltemos
ao assunto da última postagem... Como eu ia dizendo, existem algumas
pessoas que acham que o ato de ficarem curadas afastará as pessoas.
Afastará mesmo! Natural. As pessoas se afastam de quem este sempre
"doente", deprimido, chato e entediado e depois, quando acham que você
está bem, se afastam também. Mas você queria o
quê? Queria que as pessoas ficassem 24 horas ao seu dispor? Te
paparicassem o tempo todo? Assim que as pessoas percebem que você está
melhor, cada um vai cuidar de si, afinal, a vida continua. Talvez seja
por isso que tem gente que se recusar a tratar-se... a ficar bem. Sabe
que quando estiverem bem, terão que enfrentar a realidade do dia a dia.
Isso aconteceu comigo. Eu sabia que a partir do momento que eu estivesse
“curada” ou sentindo-me melhor, teria que voltar ao mudo real. Sabia
que teria que enfrentar problemas e principalmente, voltar a conviver
com as pessoas, você quer coisa mais difícil que isso? Não sei dizer
quantas vezes chorei por me sentir magoada por "A" ou "B". Algumas vezes
até ouvi comentários maldosos referentes ao meu estado de saúde, mas
ignorei. No início, assim que voltei ao mundo dos “vivos”, eu ainda
estava um pouco fragilizada pelos meses que ficara doente, mas as
pessoas não se importam com isso. Ninguém leva em conta os sofrimentos
pelos quais você passou, ninguém se coloca no seu lugar e pior...
ninguém quer ter que “aturar” uma pessoa que ainda está em recuperação.
Os colegas querem saber que você está ali e se “está ali” é porque está
bem. Quando eu estava em tratamento, sempre dizia que as piores doenças
são aquelas que os outros não podem ver. Se você está com o braço
quebrado, ou com uma conjuntivite, todo mundo vê, mas e aquelas doenças
que ficam imperceptíveis aos olhos humanos? Temos que ponderar ainda que
as pessoas sentem preconceito
com os portadores de doenças ditas “emocionais”. Basta você dizer que
irá consultar um psiquiatra para que as pessoas arregalem os olhos e
fiquem com a expressão de medo visível no rosto. Acho que muitas pessoas
ainda pensam que só os ditos “loucos”, esquizofrênicos e
psicopatas precisem de tratamento. Eu sobrevivi a tudo isso. Enfrentei a
doença física e emocional, superei as dificuldades da volta e até hoje
mantenho batalhas diárias contra o baixo astral e eventualmente contra
as “dorzinhas” que tentam se aproximar de mim. Posso falar com
conhecimento de causa que é difícil lutar contra as depressões, os
estresses, as ansiedades e tantos outros males que podem nos afligir,
mas de camarote também posso afirmar que se você realmente quiser você
pode recusar-se a aceitar que esses males se apossem de vocêpara sempre.
Lute. Reaja. Receba a cura. Não tenha medo de ser feliz. Não se
conforme com o papel de "coitadinha" ou "pobrezinho". Tome as rédeas da
sua vida... do seu destino. Eu fiz isso. De vez em quando você poderá
ter uma ou outra recaída, mas creia, além de normal, será muito pequena
se a sua vontade de ser feliz for maior. Desejo que você que está
passando por isso encontre o seu caminho de cura e de felicidade. Super,
hiper, mega beijo.


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