Maria
Alice estava um dia sem nada para fazer. Sua vida estava tranqüila e
sem preocupações. Maria Alice trabalhava, estudava, ria, brincava. Tinha
amigos. Tinha família. Tinha um urso de pelúcia e uma bicicleta. Maria
Alice saía. Maria Alice ia à praia.
Um dia, ela pensou: Ah... que vida monótona, “perfeitinha”, “chatinha”!
Quero emoção.
Quero chorar.
Quero sentir meu coração “quase” sair do peito.
Quero sentir que estou viva.
E Maria Alice teve uma grande ideia:
Ah! Já sei: Vou me apaixonar!
E assim ela o fez! Apaixonou-se perdidamente.
Viveu a paixão intensamente. Uma estranha paixão.
Mas a moça apaixonou-se sozinha.
O moço a esnobou. Zombou do seu querer.
E nunca mais ela teve paz.
Perdeu o viço.
Perdeu a cor.
Conheceu a dor.
Mesmo viva Maria Alice morreu. Feliz.
Reviveu e aprendeu: Paixões: Nunca Mais!


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