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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Mea Culpa ou O Porquinho que Morreu Sozinho

Moro desde 1999 no Amapá e visito com frequência meus familiares em Curitiba. Quando chego, logo tomo conta da cozinha e, consequentemente, das panelas. Adoro cozinhar para todos. Pra mim, lá ou aqui,os bons momentos devem ser sempre em volta da mesa, com comida saborosa e farta. Em fevereiro de 2016, em mais uma dessas viagens, estava eu preparando um almoço simples, daquelas comidinhas que fazemos com poucos ingredientes e temperos básicos, mas que entre pitadas de amor aqui e pitadas de carinho ali, acabam tendo sabores inesquecíveis: salada de alface com tomate, arroz soltinho, feijão com bastante cebola e alho e bisteca de porco frita. Tudo feito na hora para ser servido bem quentinho. Quase tudo pronto, carne temperada e óleo bem quente. Shiiiiiii.... Primeiro o barulho, depois o cheirinho de carne frita que rapidamente se espalhou pela casa trazendo ela, Luísa, minha sobrinha, então com 5 anos, que veio "atraída" pelo cheiro da fritura e certamente pela fome.

__ Hummm... Que cheirinho bom. O que você está fazendo, tia?

__ A tia está fazendo porquinho fritinho. Quer provar?

__ Ah, eu quero... mas????...Tia, esse porquinho morreu "sozinho", né?

Longa espera seguida de silêncio pra eu ajustar meus pensamentos.

__Hã?

Demorei para entender a pergunta. Quase tomei um susto e pensei: até você? Explico: Tenho vivido experiências com amigas que se tornaram vegetarianas ou veganas, umas por orientação médica, outras por puro modismo e algumas por conscientização mesmo, pois falam que os animaizinhos são mortos com requintes de crueldade, que o ser humano foi, digamos, "desenvolvido" para se alimentar exclusivamente de cereais e vegetais e que os derivados de animais fariam muito mal ao nosso organismo. Na verdade, todas elas falam muitas coisas e eu não consigo guardar tantas informações e talvez nem queira, sequer pesquiso para me aprofundar, porque sou... sou... conscientemente car-ní-vo-ra! Isso mesmo! Sou uma voraz comedora de carnes. Sou daquelas que "devora" bichinhos sem culpa alguma.

Então, voltando à minha amada sobrinha e entendendo a preocupação da mocinha, falei: claro que sim, meu bem! Pode comer tranquila que esse porquinho morreu bemmmmm sozinho. Luísa provou só um pedacinho, porque falei que já ia servir o almoço. E ela soltou um sonoro "Hummm... Que delícia!" A meu pedido, chamou o "povo" com sua voz infantil, porém requerendo urgência:" O almoço está pronto! Vamos, gente, agiliza!" Sentamo-nos à mesa. Silêncio total. Agradecimentos ao Papai do Céu e lá vem a voz de comando:" Atacar!" Luísa, sua irmã Lavínia de 3 anos, vovô, vovó, eu e a mamãe das preciosas almoçamos ao som de risadas, conversas e atualização das novidades, coisa de quem mora longe. Da travessa cheia do porquinho frito só sobrou o fundo vazio. Nunca esqueci do meu diálogo com minha pequena e todas as vezes que vou comer carne de porco, me vem sua vozinha na mente me perguntando: "mas ... esse porquinho morreu 'sozinho', né?" Talvez sinta um pouco de remorso por não ter falado a verdade, mas até hoje não sei se os porquinhos morrem "sozinhos" ou "acompanhados". Sempre dou um sorriso com a lembrança dessa preocupação, agradeço ao Papai do Céu e... atacar....! Bem se vê que minha fome e "bom gosto" superam (talvez) meu bom senso!

 


A Menina dos Temperos



Nas férias, quando visito familiares em Curitiba, faço questão de, sempre que possível, ir para a cozinha preparar as refeições e outros quitutes para a família. Sem pretensões. Puro prazer! É como se, com esse gesto, eu estivesse querendo dizer: "Amo vocês!" Em 2014, consegui passar as festas de fim de ano com a "parentada" e preparei algumas "comidinhas" para a ceia de Natal e chegada do Novo Ano. Na execução dos pratos salgados, tive a preciosa ajuda da Andréia, irmã da minha cunhada Cláudia, acho que ela vem a ser minha concunhada. Deixe-me falar um pouco sobre a Andréia: Ela é uma menina doce, trabalha como secretária em uma escola de inglês, atleta maratonista e aparenta ter 17 anos. Sempre me pergunto onde ela consegue esconder os outros 17? Como ela faz isso? É uma pessoa linda em todos os sentidos! Na preparação dos "quitutes", era ela, a Andréia que me auxiliava na cozinha cortando os temperos. Tarefa que parece fácil, mas não é. Não da maneira como ela faz: tudo miudinho, em quadradinhos iguaizinhos, com uma perfeição de fazer inveja... Cebolas, tomates, pimentões coloridos, alhos e cheiro verde, tudo, aos poucos, picadinhos, separados e ao alcance das minhas mãos para o uso. Quando cheguei a Macapá, tentei fazer igual a ela. Tentativa em vão. Só então eu parei para pensar na Andréia, no seu ato de cortar os temperos e na importância de tudo isso. Quanta generosidade dessa menina. Pense comigo: Na hora em que as pessoas estão deliciando-se com o prato, ninguém fala: Nossa! Que delícia! Quem picou os temperos? Ou: Hum... Que temperos assimetricamente cortados! Ou quem sabe: Quem foi a "mãozinha de fada" que cortou tudo tão "bonitinho"? Entenderam onde quero chegar? A Andréia com sua preciosa ajuda, só não passou despercebida porque eu e a Cláudia fizemos questão de comentar sobre aquele ato, que considero, aliás, de amor. Não são muitas as pessoas que querem fazer aquilo que a maioria considera "menor" ou que no "servir dos pratos", não será lembrado e exaltado. Poucos são abnegados a esse ponto, ainda mais, sem haver obrigatoriedade. A Andreia poderia simplesmente dizer: Quer que eu lave ou seque as louças? Ou, quem sabe, não fazer nada, afinal, a colaboração nas festas é espontânea. Claro que se alguém não dá aquela "mãozinha" sempre tem um que olhe "torto", inclusive eu...*risos*, mas nada que afete as relações. No nosso dia a dia somos comumente cercados de pessoas que fazem coisas pequenas, mas que sem elas as grandes não aconteceriam. Que tal se passássemos a tratar essas pessoas com mais carinho pensando na grandeza do que elas fazem? Podemos fazer um voto de, a partir de hoje, darmos bom dia ou boa tarde para a zeladora do banco, do nosso trabalho... Podemos sorrir e cumprimentar o gari que está recolhendo nosso lixo e procurar agradecer com doçura cada vez que alguém nos fizer um favor, seja grande ou pequeno. Sei que isso parece "bobo", mas imagine como o mundo pode ser melhor com esses pequenos gestos. Como as refeições e a vida podem ter mais cor e sabor se observarmos as mãos preciosas que "cortam os temperos" no nosso dia-a-dia.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

E Se Eu Matasse Alguém?

Nossa! Que pergunta mais “estrambólica”. Não é? É. Mas a idéia é essa mesma. Fiquei pensando muito na questão das amizades sinceras e nas pessoas com as quais podemos contar nos momentos mais difíceis das nossas vidas. Não achei nenhum exemplo melhor do que esse. Vejamos: Quando ficamos doentes, muitas pessoas nos auxiliam: amigos, vizinhos, parentes, “aderentes”, conhecidos e até estranhos. Quando precisamos de dinheiro, sempre tem um parente mais abastado ou um amigo “bonzinho” e generoso que pode nos socorrer, sem contar que temos a opção mais simplificada de “socorro” que são os empréstimos, consignados e afins. Quando o assunto é coração partido, sempre tem um ombro amigo pronto para ouvir as lamentações e dar aqueles “valiosos” conselhos, sempre com prestimosos lenços para secar as lágrimas que nesses casos, teimam em cair. Mas e se você, por qualquer motivo pelo qual não entraremos no mérito, matasse alguém, com quem poderia contar? Fiquei imaginando aquele primeiro impacto da notícia. Quantas pessoas seriam capazes de perguntar como você está mesmo antes de perguntar porque você fez o que fez? Quantas seriam capazes de pensar na sua inocência mesmo antes de saber os detalhes do fato? Quantos iriam te acompanhar na delegacia, enfrentar a mídia, te visitar no presídio por anos a fio? Sem contar que, no início, quando acontece uma tragédia dessas, muitas pessoas aparecem para prestar solidariedade, no início, visitam, apóiam, conversam, mas com o passar dos dias, das semanas e dos meses, tudo vai caindo no esquecimento. A vida continua, pelo menos para eles. Fiz essa pergunta para vários colegas, um deles, o *Setúbal, disse que contaria apenas com três pessoas: seu pai, sua mãe e sua noiva *Adele. Não contente com a resposta inquiri: Será que sua noiva esperaria durante dez longos anos por você? Será que ela se satisfaria apenas com as visitas íntimas regulamentares? Ele titubeou. Balançou a cabeça. Senti que ele ficou com a “pulga atrás da orelha”. *Janete, outra colega, disse que apenas sua mãe seria capaz de aguentar um “calvário” desses. Foi categórica ao afirmar que seu companheiro *Oscar, certamente não iria nem apoiá-la nem esperá-la. *Marílis, minha amiga, disse que analisaria cuidadosamente a situação, que antes iria avaliar em que circunstâncias tudo ocorrera, mas que de antemão adianta: só faria isso pelos filhos. Mais ninguém. Eu, por minha vez tenho certeza que poderia contar em absoluto com três pessoas: meu filho mais velho, não que eu não confie nos outros, simplesmente por uma questão de idade, de maturidade, com meu irmão caçula, o Lúcio e com o meu marido, que, pelo que conheço, tenho certeza que, além de me apoiar incondicionalmente, me esperaria nem que eu passasse mais de vinte anos na prisão. Não vou incluir mus pais porque eles já estão idosos e como eles têm uma visão diferente da vida, não sei como encarariam o fato da filha ter “ceifado” uma vida. Tenho certeza que receberia apoio irrestrito também, surpreendam-se, da minha sogra. Isso mesmo. Além dela me visitar quantas vezes a distância permitisse, sei que me sustentaria em orações e me escreveria incontáveis cartas de próprio punho, como se fazia antigamente, ato que infelizmente, foi quase suprimido das nossas vidas com o advento do computador. Na questão dos filhos, tem um outro porém: com o passar dos anos, cada qual vai buscar seus horizontes, cuidar da mulher, da sua prole...e pronto! Sei que essa é uma postagem polêmica e bastante questionável, mas vale como uma reflexão, como um “pit stop” na vida atribulada que levamos para pensar nas pessoas que nos amam verdadeiramente. Serve para darmos valor nas suas existências e principalmente para olharmos a situação por outro prisma: E se alguém que julgamos amar matasse alguém? Para quem seríamos um porto seguro e por quanto tempo? Por quem estaríamos dispostos a sacrificar nosso domingo, nosso lazer, nosso “arzinho refrigerado”, nosso churrasquinho com amigos para “encarar” uma cadeia fétida para cumprir o ritual da visita? Entraríamos no presídio de cabeça erguida? Nos sujeitaríamos com naturalidade às revistas indiscrestas? Faríamos isso por anos e anos sem reclamar? Sem lamuriar? Seríamos capazes de esperar nosso amor por 10, 15 ou 20 intermináveis anos? Perguntas. Respostas. Dúvidas. Certezas. Incertezas. Ponto Final.

* Os nomes verdadeiros foram substituídos por fictícios para preservar suas identidades

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Ana Vitória Só Quer Um Livro!




Levei minha mãe para fazer EEG no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, e os exames eram realizados em um centro de exames chamado Epicentro. A etimologia da palavra nos remete ao lugar onde os terremotos se iniciam. Que nome... uauu... Certamente que muitos terremotos internos e familiares devem ter começado nesse lugar. Mas o que quero falar mesmo é sobre a observação que fiz de duas pacientes que aguardavam atendimento. Uma, Ana Vitória, aproximados 8 anos era extremamente irrequieta, mexia em tudo e era duramente repreendida com gritos pela avó e pela mãe. A pequena levantava e imediatamente a avó gritava: Senta ANA VITÓRIA! Eu estou mandando você sentar. AGORA! A menina tentava em vão explicar que queria apenas pegar um livro ou revista, mas tanto a avó quanto a mãe ignoravam os apelos da menina. Saíram para a realização do procedimento praticamente arrastando a criança e não mais as vi. Em seguida, entrou no recinto uma mãe e uma criança também para fazer o exame. Essa criança também parecia precisar de cuidados especiais... a diferença era a maneira como ela era tratada. A mãe carinhosamente lhe explicava que deveria fazer um exame e lhe disse com palavras doces que iria tomar um remedinho para dormir e que assim o exame iria acontecendo sem que nenhuma das duas fizesse nada. A menina ficou um pouco apreensiva e a única coisa que pediu: que a mãe ficasse ao seu lado durante todo o procedimento, ao que a mãe docemente disse: o exame vai demorar, mas aconteça o que acontecer, não sairei do seu lado. Pensei nessa criança que nem sei o nome e na outra que só sei o nome porque tanto a mãe quanto a avó não tinham paciência para conversar com a menina e gritavam seu nome o tempo todo. A seguir entrou outra paciente, essa com dificuldade de locomoção, fala e coordenação... ficava o tempo todo no colo do pai que a tratava com um amor e carinho também notáveis. Que dó da Ana Vitória, além de ser portadora de uma doença que a diferencia, ainda tem que contar com a intransigência e falta de paciência das suas cuidadoras. Que vontade de gritar com elas e dizer: Por favor... Prestem a atenção, a Ana Vitória só quer pegar um livro.

Balanço Geral das Férias: Cuidado e Amor





Então vamos lá...Foram 14 dias de férias em Curitiba. Como foram essas férias? Dessa vez foi diferente. Nada de passeios, festas, restaurantes chiques e nada de compras. Essas férias foram dias de cuidado, de amor e de muita reflexão. Fui para Curitiba com o único objetivo de “cuidar” dos meus pais. Fiquei abismada de ver o quanto eles envelheceram desde dezembro, última vez que os vi. Meu pai teve um AVC e minha mãe foi acometida do vírus da Herpes Zoster. Ambos foram internados e ficaram visivelmente abatidos. Ele, somado o recente AVC e a demência cada vez mais latente causada pelo Ausheimer é o que está pior. Muito magro, alimenta-se muito mal. Não tem apetite, embora eu, ou as outras pessoas que o auxiliem faça de tudo para que ele coma. Sua mente viaja entre o real e o imaginário. Fala das viagens que empreende a cada noite. Incrível que menciona lugares, dando referências de quando era motorista de ônibus ou caminhão. Fala com muita altivez e com um orgulho gigante das coisas que fez e ontem, dia 23/03, falou várias vezes das pessoas que ajudou e do quanto isso lhe fez bem. A mãe por sua vez, já demonstra  os primeiros sintomas da “doença do Cuidador”, depressiva, às vezes irritada e com a paciência diminuída pelos cuidados que precisa dispensar ao meu pai. Apesar de ter uma pessoa que os auxilia durante 4 dias na semana, ainda assim a carga maior é dela. Precisa aguentar os ataques verbais e à agressividade que às vezes afloram dele. Para ela também é muito difícil aceitar com naturalidade tudo que está acontecendo com os dois. E eu? Bom, eu fiquei muito, digamos, “chocada com tudo que vi. Milhões de coisas passaram na minha cabeça com relação ao futuro. Pensei muito na vida, nos filhos, na família de maneira geral e também no dia de amanhã. Não sei o que me aguarda, mas de uma coisa eu tenho certeza: Não quero ser pega de surpresa e nem de “calças curtas”, quero me prevenir para no futuro ter uma velhice com qualidade e com dignidade. E que o Senhor nos ajude! Amém.

Paz na Terra

Esses dias tenho vivido dias de profunda tristeza por tudo que tem acontecido no Brasil e no mundo. Tantos escândalos por causa da corrupção ativa e passiva daqueles que que, a priori, deveriam nos defender e zelar dos nossos interesses. Mar de lama. Oceano de mentiras. Tudo o que se vê no congresso hoje é vergonha. Triste história nossos netos e bisnetos terão para "estudar" desse período de vergonha. Mas, se olharmos por um outro ângulo, talvez seja a esperança e um Brasil que está sendo passado a limpo e quem sabe as próximas gerações terão orgulho de dizer que deixamos um país mais justo e honesto para eles.
Agora o mundo... Ah o mundo! Esse também está de mal a pior. O povo Sírio sendo dizimado pelas armas químicas, o Trump atacando o Afeganistão, o líder "ensandecido" da Coréia do Norte ameaçando os EUA, a Rússia prometendo entrar na briga... sei não... Estou sentindo medo. Estou sentindo uma aflição no peito. Meus dias são de incessantes pensamentos em prol da paz no mundo. Acredito em Deus e em orações. Estou pedindo a amigos e conhecidos que mentalizem palavras e pensamentos de paz e amor entre os homens. Sei que Deus tem planos para o homem e que nós não fomos criados para o mal. Talvez precise de mais um tempo de trevas para que os homens possam enxergar a necessidade da luz. Vamos aguardar cenas do próximo capítulo e que possamos ter um final feliz, ops... final não!

quarta-feira, 22 de março de 2017

Errar Pode Dar Certo!



Hoje a minha amiga Rúbia almoçou comigo. Ótima companhia. Sempre. Preparei um cardápio simples: Filé de gurijuba ao molho branco com bananas e queijo, arroz branco, aspargos e salada verde. Tinha até sobremesa e a postagem é justamente sobre isso. Certa vez ao preparar um creme para fazer um pavê, algo deu errado e o creme simplesmente “talhou”. Pensei: vou cozinhar um pouco mais pra ver se a coisa recupera, mas nada... Começou errado e continuou errado, mas como o cheiro estava bom, deixei cozinhar pra ver o que acontecia. E aconteceu! Ficou um doce delicioso. Pedacinhos de doce de leite, com sabor e aparência de queijo e com uma calda levemente encorpada. Analisando o episódio da sobremesa, lembrei que não é a primeira vez que faço algo errado que dá certo. Já cometi outros erros que acabaram se convertendo em benção para mim. Uma vez, num ato de rebeldia e insubordinação, desobedeci a um superior e acabei demitida, eu admito que errei... mas esse erro me proporcionou correr atrás de uma oportunidade melhor.  Já cometi erros também que não me trouxeram nada de bom, ou melhor... trouxeram sim: experiência, afinal, com eles aprendi a ter mais prudência, mais cautela. Se nem todos os meus erros me deram um delicioso doce, pelo menos a maioria deles me mostrou que errar é humano, que é errando que se aprende e que é impossível viver apenas de acertos. Não me arrependo dos meus erros e nem me culpo. Juro! Não tenho peso na consciência por nenhum deles. Por quê? Porque “cresci” com eles e porque não posso voltar atrás. Meus erros me ensinaram que o fator principal não é deixar cometê-los e sim, não repetí-los. Agora se for um erro “bom” como o meu doce...  Esse até eu quero ter o prazer de repetir muitas vezes. Beijos da Feia.

Só Vou Gostar de Quem Gosta de Mim.



Ontem durante a viagem para o Laranjal eu conversava com uma pessoa, um colega de ao trabalho, e falávamos sobre relacionamentos. Comentávamos sobre pessoas que não gostam da gente, afirmei com segurança que tem algumas pessoas que não gostam de mim. Novidade...rsrsrs... ainda bem que “certas” pessoas que não gostam de mim deixam isso transparecer. Fico mais a vontade assim. Juro. Por muito tempo eu tentei agradar gente que eu sabia que não ia com a minha cara. Quanto tempo perdido! Pessoas que eu tinha certeza absoluta que na minha frente me “toleravam” e na minhas costas, só Deus sabe. Não tento mais agradar ninguém... Quer gostar de mim goste... não quer? Dane-se. Morda seu rabo!! De hoje em diante vou modificar o meu modo de vida. Estou decidida. Essa é uma atitude madura, pensada e repensada. Já escrevi em várias postagens sobre isso, mas talvez não com tanta ênfase. Cansei. Já disse antes e repito: não preciso ficar implorando amizade, amor, carinho e sei lá mais o que de ninguém e por nada. Não quero favores, não quero dinheiro, não quero afagos. Não quero que me adulem. Não quero absolutamente nada. E não adianta sentir "peninha" de mim. Não cola. Não rola. Estou feliz assim. Nem sei quantas vezes já me senti feliz e aliviada por estar acompanhada apenas de mim mesma! Vou parando por aqui... Quero ser curta. Grossa. Verdadeira. Não vai ser fácil eu bem sei, mas a vida é assim... Eu falo por mim!!! Você deve estar pensando que conhece essas frases, né? E conhece mesmo! São trechos da composição de Rossini Pinto que ficou imortalizada na voz de Roberto Carlos. Antigaaaaaaaaaaaa... que nem eu...*RDR. E pra terminar, ou melhor, e pra não chorar, eu só vou gostar de quem gosta de mim. Beijos da Feia que hoje está ou estava com a “macaca”. Já passou... mas não retiro uma vírgula do que foi postado.

*Rolando de Rir

Batendo em Retirada!



Já li vários livros e assisti a inúmeros filmes de guerra e em muitos deles, chega uma hora em que é necessário que o comandante reconheça que alguma coisa pode dar errado e soltar o grito: Recuar! Na vida também é assim, como sou a generala das minhas batalhas, às vezes também levanto a cabeça, "tufo" o peito e grito que estou "batendo em retirada". Na verdade, essas retiradas são estratégicas e extremamente necessárias. Quando abandono uma luta, isso não quer dizer que estou desistindo da guerra, isso significa apenas que estou "tomando um fôlego". Preciso desse tempo para pensar, analisar e traçar métodos para, quem sabe, vencer categoricamente a peleja. Não raro quando sofremos uma “pequena” derrota, nos deprimimos e achamos que tudo está perdido, facilitando assim a ruína definitiva. Eu já fiz isso! Agora, depois de tantos revezes, aprendi que devo evitar os embates imediatos, me finjo de “morta” bem “mortinha” e depois volto com força total. Como uma fênix. Estou passando por esse momento, na verdade, me retirei do campo de batalha porque estou sem saber como “derrotar” o “inimigo”. Tenho consciência que não se trata de medo ou covardia, nesse momento batizaria minha atitude de bom senso, até porque ainda não sei que armas usar e muito menos quais técnicas empregar. Não estou parada, estou esquadrinhando minuciosamente todos os passos do meu oponente hipotético e prevendo uma volta triunfal e retumbante. Quero deixar bem claro que isso se trata apenas de uma contrafação, já que a minha lida é uma situação emocional e não física. Fiquem tranquilos que não vou atacar e nem espancar ninguém. *Rindo muito aqui*

Viva o Pe Na Bunda



Às vezes levamos um grandessíssimo de um pé na bunda e a princípio ficamos arrasados. Aí... inevitavelmente vem a depressão, tristeza e baixo astral. Não estou falando só em questões amorosas... o “pé na bunda” pode ser uma demissão inesperada ou uma amiga ou amigo que sem nenhum motivo te coloca para "escanteio". Quando levamos o “fora”, nossa primeira reação é se perguntar o porque daquela situação... São tantas perguntas do tipo: Fiz algo errado? Deixei de fazer o que deveria ter feito? Pisei na bola? Porque eu??? E geralmente, por mais que saibamos a resposta, não conseguimos encaixá-la no contexto e sequer conseguimos avaliar a situação. Então... aí vão algumas perguntas que você pode usar quando isso acontecer: Será que não foi melhor assim? Será que não estava na hora de mudar tudo na minha vida? Será que esse episódio não me trará coisas mais vantajosas? Claro que essas perguntas não te farão sofrer menos, mas poderão te mostrar que existe uma luz no fim do túnel e que, o "pé na bunda pode", na verdade, te impulsionar para frente. Quem sabe não é esse estímulo que falta para que você procure um novo emprego? Ou... um grupo de amigos mais interessante, coeso, sincero e leal? Ou... vai que o "pé na bunda" que você levou do seu namorado ou namorada, não é o que faltava para que você saísse em busca de um grande e verdadeiro amor? Pois é... analise tudo isso e pense que, o universo pode estar conspirando ao seu favor e o que parece muito ruim para você agora, futuramente pode ser comemorado com grande alegria e ser visto por você como o combustível que abasteceu um foguete para te levar às alturas. Juro que isso de "pé na bunda" já aconteceu comigo e hoje, de camarote, posso dizer que, na maioria das vezes, foi a melhor coisa que poderia ter acontecido na minha vida. Sendo assim... Viva o "pé na bunda!" Beijos da Feia que estava com saudade!

Fora Alicinhas!!


Nada (ou tudo) contra pessoas invejosas, afinal, cada pessoa é aquilo que é... Infelizmente, tem algumas pessoas que não se contentam em ser apenas "invejosinhas", daquele tipo que se rói de vontade de ser igual a Angelina Jolie, essas pessoas más, gostam mesmo de prejudicar os outros. Tarde dessas eu estava assistindo a novela O Clone, não que eu siga a novela, até porque o horário não é “auspicioso” e além do mais, foi uma novela que não gostei. Não apreciei o tema, a ambientação e principalmente, a maneira fantasiosa como o pobre povo marroquino foi retratado. Aquelas pessoas dançando por qualquer motivo e a qualquer hora, no maior clima de "pastelão", simplesmente me irritava. Mas entrei no assunto da novela para falar de uma personagem diabólica que figura por lá, a Alicinha, interpretada pela Cristiane Oliveira. A mulher é a maior figura! Traiçoeira, maledicente, venenosa e acima de tudo: Invejosa. A cobiça dela não tem limites, tudo que ela vê, ela quer e pior... não mede esforços para obter o que não é seu. Conseguir o bem ou posição alheia para ela é um troféu. Nota-se que assim que ela atinge o alvo, ela abandona o bem tão desejado, simples... é como se a a “coisa” tivesse perdido o encanto. Nem sempre o invejado é alvo por ter dinheiro, às vezes a cobiça é por amigos, status, cargo e beleza. Já fui, inúmeras vezes, alvo das invejosas de plantão, claro que não pela minha beleza e nem pelos meus olhos incrivelmente azuis... * muitos risos*, mas simplesmente pela minha alegria de viver. Isso mesmo. Tem gente que não pode ver ninguém feliz, de bem com a vida que quer logo acabar com a “festa”. E olha que eu nem tenho culpa de ser assim... "simpatiquinha". Sei que existem pessoas assim ao meu redor, seres que ficam à espreita de um erro ou de um deslize de quem quer que seja para lhe causar prejuízo, isso também é inveja. Estava lendo o Diário Eletrônico e em uma audiência criminal, o Juiz pergunta à testemunha se alguém poderia ter “armado” para a acusada, ao que ela responde: __ Não sei se armaram pra ela, mas na nossa rua ela tem muitos inimigos porque a casa dela é a maior e mais bonita, e por isso os vizinhos acham ela “metida”. Vejam só... os vizinhos a consideram uma “inimiga” porque a situação financeira dela é melhor que os demais... isso é inveja pura! Às vezes o invejoso vem disfarçado em pele de cordeiro, finge ser seu “amiguinho”, seu “camarada” para “colher” informações e poder te derrubar com mais facilidade. Tenho ficado muito “esperta” com as pessoas que me rodeiam e sempre que noto algo “sinistro” nesse sentido, pulo fora. Não vou dar chance para o azar. Já postei várias vezes sobre a inveja, mas agora vou mandar logo o recado: Quero bem longe de mim todas as “Alicinhas” que existirem no meu universo! Estão ouvindo??? Ou melhor... estão lendo?? Então... Sai de perto de mim com sua inveja, seu “olho gordo” e com sua ambição desmedida. Vade Retro! O que é meu o boi não lambe! Beijos da Feia para todos... menos para as invejosas, claro!!

terça-feira, 21 de março de 2017

Tem varinha mágica para "desaparecer" com pessoas e com os problemas que elas causam?

Postado em: 1 de julho de 2011


Estou um pouco, melhor dizendo, muito triste. Problemas... problemas e problemas. Não me abato e nem deixo que as pessoas percebam que estou tão “atolada” com minhas preocupações. Não é que eu queira camuflar ou “falsificar” emoções, mas também penso que, ninguém tem culpa das escolhas erradas e das coisas que eu deveria ter feito e não fiz. Todos nós somos unicamente responsáveis por nossos atos e o sofrimento das conseqüências deles, só cabe a nós. Não posso ficar chorando pelos cantos, lamentando, murmurando ou descontando nos outros meus infortúnios. Sou feliz, mesmo com as amarguras da vida. Sou alegre e gosto de dividir minhas alegrias, e às vezes, compartilho minhas tristezas com alguns, não com aquela dramaticidade que me é peculiar, mas com naturalidade, até porque encaro os desafios da vida com simplicidade. Vejo as dificuldades como obstáculos que somos obrigados a transpor e pronto. Ainda tenho muita dificuldade para aceitar a ingratidão e o desprezo, mas, como todo ser humano, sei que nos acostumamos com tudo, até com o que é muito ruim. Creio que estou pagando algumas coisinhas também, afinal, não sou e nunca fui santa. Acredito piamente na “tal” roda do retorno. Tudo bem que às vezes, acho que a “tal” rodinha exagera nas voltinhas, mas tudo bem... *risos*. Entendo ainda que, tem certas pessoas que nos ferem e nos machucam e que ainda assim temos que aceitar e digamos... “engolir”. Por quê? Simplesmente porque não temos como nos livrarmos delas. Não podemos expulsá-las do nosso convívio. Não existe uma varinha e nem palavrinhas mágicas que as façam desaparecer e tampouco os problemas que elas causam. Então... isso quer dizer que “somos obrigados” a suportá-las. Parece difícil, não é? E é. Mas não é impossível. Quando a “criatura” for da sua família, tipo: filho, irmão, pai, mãe e afins, sugiro que você lembre-se do amor. É ele que irá nortear o seu proceder. É esse amor que irá te aconselhar e te dar força para aceitar a pessoa como ela é, entender suas razões e mesmo que não consiga entender, aceitar que essa pessoa precisa de muito mais além da sua reprovação e críticas. Se “sumir” com pessoas fosse fácil, o mundo estaria cheio de “desaparecidos” e de “suspeitos”. Seríamos um exército de “goleiros Bruno” e pelo que temos acompanhado da história, teríamos mais problemas do que soluções. Fiquem bem.  Beijosssssssssssssss da Feia!

Um Mal em Mim.

Postado em 27 de junho de 2011

Tenho notado que em determinadas situações tenho tido um comportamento diferente do que o habitual. Tenho me sentido, ou melhor, me notado por muitas vezes mesquinha e egoísta. Sei que vou espantar alguns com esta afirmação, mas quando decidi escrever sobre comportamento, principalmente sobre o meu, optei pela sinceridade e pela análise profunda dos sentimentos e ações. Não quero me isentar de culpa, mas acho que tenho me deixado contaminar por pessoas que agem assim. Infelizmente, nós, seres humanos, estamos suscetíveis a contágios diversos, seja por bactérias, vírus, germes, bacilos e até por sentimentos bons ou perniciosos como a inveja, ganância, mesquinharia e outras “enfermidades” da alma que afligem os “simples mortais”. Sei que eu disse outras vezes que vigiaria para que isso não acontecesse, mas, considerando que sou uma simples mortal, não posso me culpar se a "perfeição" não me acompanha nas 24 horas do dia. Infelizmente a ciência ainda não conseguiu produzir vacina para as infestação desse tipo, mas podemos nos prevenir ou remediar, que é o que estou fazendo agora. Como percebi esse “mal” em mim, estou tentando consertar o que fiz de errado enquanto cometida pelo ataque da mesquinharia e prometendo a mim mesma, não me deixar contagiar novamente por sentimentos tão pequenos e desprezíveis. Dureza mesmo é quando temos essas atitudes e não as reconhecemos em nós, reparamos no vizinho, no colega, no amigo e na família, mas não admitimos a possibilidade de estarmos incorrendo no mesmo erro. Creio que a “cura” começa exatamente no reconhecimento da “doença” e na aceitação do tratamento, que na sua fórmula, entre outros “componentes”,encontra-se o mais importante: Uma grande e generosa dose de amor. Devemos ficar atentos para o seguinte detalhe do contágio de sentimentos: Assim como nos contagiamos com o mal, podemos ser contaminados pelo bem. Já vi pessoas serem "infestadas" pela generosidade, altruísmo, amabilidade e por um desejo incontrolável de ser útil, muitas delas descobrindo, inclusive, o voluntariado como uma nova forma de viver feliz. Beijos e desejo que, se você tiver na rota de contaminação, que seja única e exclusivamente pelos vírus do bem.

Morte: Mais Democrática Impossível!!

Postado em: 20 de junho de 2011 às

Um dia desses, (gosto de deixar a data aberta, assim tenho uma sensação de eternidade) recebi uma mensagem de texto por telefone que dizia apenas: O Théo foi embora. Se tivesse recebido esse Sms de qualquer outra pessoa, talvez pensasse: Foi para onde? Porque? Mas como já sabia do que se tratava, sabia perfeitamente o que a mensagem queria dizer. Meus amigos de Paranaguá estão passando por uma dura provação de percas importantes. O Jhony, irmão da minha amiga Lis “partiu” há uns 2 anos, semana passada foi seu outro irmão, o Zéco e agora foi seu sobrinho de apenas 13 anos o Théo, que vem a ser filho do Jhony. Falei com ela e confesso que as palavras me faltaram. O que dizer nessas horas? O que oferecer além da amizade? Como confortar uma pessoa que perde três pessoas tão queridas em tão pouco tempo? Fiquei horas pensando sobre o assunto. Pensei muito na inexorável força da morte e do quanto somos impotentes diante dela. Mas pensando bem, acho que ela não é tão má, sendo certamente a coisa mais democrática do mundo, tanto que não olha cor, idade, sexo e principalmente poder aquisitivo. Ainda bem... já pensou se a morte fosse decidida por algum ser humano? Certamente que teríamos alguns privilegiados que viveriam quase para sempre, só partindo mesmo quando não lhe sobrasse mais nenhum centavo para “gastar” pela vida e em contrapartida outros que, nem bem abririam os olhos e já estariam na cidade “dos pés juntos”. Para a fatídica e muitas vezes bondosa morte, não existe o bom e o mal, fenecem os extremamente generosos e os maleficamente maus. Imagine você que me lê, se ao invés da escolha seletiva da senhora morte, quem deliberasse sobre qual pessoa iria “bater as botas” ou não, fosse um simples mortal, e supomos que, por infelicidade do destino esse “selecionador” já tivesse sido assaltado umas 3 ou 4 vezes... ou... pior... se fosse o próprio assaltante ou uma pessoa odiosa e repugnante. Pense nas hipóteses e tente adivinhar que caos seria. Sei que Deus na sua infinita sabedoria e justiça não permitiria que isso acontecesse, mas por vezes nos fazemos a seguinte pergunta: Porque o Théo foi embora se ele só tinha 13 anos, era bom, amável e generoso? Porque há tantos criminosos e bandidos com conseguem uma vida longeva, uns chegando até mais de 90 anos? Infelizmente não tenho a resposta e pra dizer a verdade, nem sei quem a tem com completa razão. O que sei é que o Théo foi embora, assim como a minha amada amiga Jê, o Jhony, minha eterna cunhada e “irmãzinha” Regina, o Zéco, meu avô, minha tia Clara e tantas outras pessoas que eu queria tão bem. Claury, Lis, Ariane e toda família Jesus, não fiquem tristes, vamos imaginar que o Jhony, Zéco e o Théo agora estão juntos, conversando, brincando, fazendo música e que tiveram um feliz encontro com todos aqueles da família Jesus que já os aguardavam com ansiedade. Pensemos também que, logo, espero que não tão logo assim, estaremos por lá, fazendo aquela grande reunião festiva que fazíamos nos tempos do “Pão e Vinho”, lembram?? Pois é... bola pra frente que atrás vem gente e já veio... a netinha do Tinco, os filhotinhos da Bel e da Ise e tantos outros que estão na “linha de produção”, esperando o momento certo de chegar e alegrar os nossos dias. Não sintamos "raiva" da morte, é o seu ofício, a sua missão e olha que muitas vezes, ela é mais desejada do que a própria vida... mas isso é um papo para outra postagem. Beijos e celebremos com alegria então, a alta rotatividade da vida!

Receba a cura. Não Tenha Medo de Ser Feliz!

Postado em 8 de junho de 2011 às 18:24

Voltemos ao assunto da última postagem... Como eu ia dizendo, existem algumas pessoas que acham que o ato de ficarem curadas afastará as pessoas. Afastará mesmo! Natural. As pessoas se afastam de quem este sempre "doente", deprimido, chato e entediado e depois, quando acham que você está bem, se afastam também. Mas você queria  o quê? Queria que as pessoas ficassem 24 horas ao seu dispor? Te paparicassem o tempo todo? Assim que as pessoas percebem que você está melhor, cada um vai cuidar de si, afinal, a vida continua. Talvez seja por isso que tem gente que se recusar a tratar-se... a ficar bem. Sabe que quando estiverem bem, terão que enfrentar a realidade do dia a dia. Isso aconteceu comigo. Eu sabia que a partir do momento que eu estivesse “curada” ou sentindo-me melhor, teria que voltar ao mudo real. Sabia que teria que enfrentar problemas e principalmente, voltar a conviver com as pessoas, você quer coisa mais difícil que isso? Não sei dizer quantas vezes chorei por me sentir magoada por "A" ou "B". Algumas vezes até ouvi comentários maldosos referentes ao meu estado de saúde, mas ignorei. No início, assim que voltei ao mundo dos “vivos”, eu ainda estava um pouco fragilizada pelos meses que ficara doente, mas as pessoas não se importam com isso. Ninguém leva em conta os sofrimentos pelos quais você passou, ninguém se coloca no seu lugar e pior... ninguém quer ter que “aturar” uma pessoa que ainda está em recuperação. Os colegas querem saber que você está ali e se “está ali” é porque está bem. Quando eu estava em tratamento, sempre dizia que as piores doenças são aquelas que os outros não podem ver. Se você está com o braço quebrado, ou com uma conjuntivite, todo mundo vê, mas e aquelas doenças que ficam imperceptíveis aos olhos humanos? Temos que ponderar ainda que as pessoas sentem  preconceito com os portadores de doenças ditas “emocionais”. Basta você dizer que irá consultar um psiquiatra para que as pessoas arregalem os olhos e fiquem com a expressão de medo visível no rosto. Acho que muitas pessoas ainda pensam que só os ditos “loucos”, esquizofrênicos e  psicopatas  precisem de tratamento. Eu sobrevivi a tudo isso. Enfrentei a doença física e emocional, superei as dificuldades da volta e até hoje mantenho batalhas diárias contra o baixo astral e eventualmente contra as “dorzinhas” que tentam se aproximar de mim. Posso falar com conhecimento de causa que é difícil lutar contra as depressões, os estresses, as ansiedades e tantos outros males que podem nos afligir, mas de camarote também posso afirmar que se você realmente quiser você pode recusar-se a aceitar que esses males se apossem de vocêpara sempre. Lute. Reaja. Receba a cura. Não tenha medo de ser feliz. Não se conforme com o papel de "coitadinha" ou "pobrezinho". Tome as rédeas da sua vida... do seu destino. Eu fiz isso. De vez em quando você poderá ter uma ou outra recaída, mas creia, além de normal, será muito pequena se a sua vontade de ser feliz for maior. Desejo que você que está passando por isso encontre o seu caminho de cura e de felicidade. Super, hiper, mega beijo.