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sexta-feira, 26 de maio de 2023

O Útero que eu amo!

 

Imagem ilustrativa

Acho que todo mundo, ou quase todo mundo tem um lugar onde se sente seguro, confortado e/ou protegido. Acho que esses lugares nos remetem a lembrança do útero. Também tenho o meu lugar assim: Uma nuvem ou melhor: o Nuvem! Nuvem é o nome do meu carro, um Ecosport automático, bancos de couro e teto solar de cor branca. O Nuvem é o "útero" que eu amo. Nele converso comigo mesma, ouço músicas, canto muito alto, e falo...  Falo coisas que estão no recôndito do meu cérebro e também do meu coração. Esse lugar conhece o melhor e o pior de mim, sim… o pior. Acho que todos temos nossos “piores” , aqueles pensamentos imundos, podres e que não mostramos para ninguém. Só mesmo Deus e nós conhecemos. No “Nuvem”, eu me sinto completamente livre! Vejam bem… Minha casa também é útero… mas nela tenho “irmãos”. No Nuvem não… O espaço é somente meu, um oásis no meio do deserto de solidão, onde a melhor companhia sou eu. Amo a minha companhia, aprendi que não preciso de mais ninguém quando estou comigo. Sou a minha melhor amiga e confidente… E sou confiável, desde que sóbria... Por isso parei de beber. Sou leal a mim e leal às coisas que acredito. O Nuvem tem sido ultimamente o lugar onde mais quero estar. Outro dia falava com um amigo sobre essa minha relação com meu carro Nuvem, falei do que sinto em relação a ele e ele ficou pensativo, não sei se achou estranho, não sei se achou anormal… A verdade é que, eu moraria dentro do Nuvem tranquilamente. Suave na nave… Ou melhor: Suave no Nuvem.

sexta-feira, 19 de maio de 2023

O mal disfarçado de bem.

 




As vezes lemos tantas coisas sobre relacionamento abusivo, que em vez de ficarmos esclarecidas, ficamos mais confusas, principalmente quando o abuso não configura-se por violência física, mas também por outras coisas que estão “escondidas” nas atitudes do abusador ou abusadora. Mas... e quando o abuso se caracteriza pelo excesso de zelo? O outro cuida tanto de você, te cerca de tantas vantagens, carinhos e afetos que você acaba numa situação de obrigatoriedade de retribuição. De comiseração. Será que estou conseguindo ser clara? Conheço pessoas que, sempre que falam em separação ou divórcio, são “bombardeadas” por palavras de afeto, presentes e atos de extremo “amor” que acabam desistindo da ideia de romper com o relacionamento. As "benesses" nunca são solitárias, junto vem uma proibição disfarçada de cuidado e uma reprovação disfarçada de conselho. Palavras que mais parecem uma advertência ou ameaça: Você não encontrará ninguém melhor que eu; Ninguém faria por você o que eu faço; Você é incapaz de perceber meu cuidado. A pressão é tão grande, que a vítima acaba se colocando no lugar do outro. Não raro se culpa por não conseguir "retribuir" a altura tanto "zelo" e dedicação. Quando me deparo com mulheres em situação e abuso, não sendo violência física, raramente dou conselhos, mas não critico nem aponto o dedo, simplesmente acolho para que a mulher entenda o que é carinho e afeto sem interesse e comento, se tiver abertura, que essa atitude do abusador também configura assédio. Velado, mas é, ou existe outra definição para esse tipo de comportamento? E a pergunta principal é: Como sair de um relacionamento desses? E a resposta é: Não sei ao certo, mas talvez fosse, primeiro de tudo, tirando a pele de cordeiro desse lobo.

sexta-feira, 14 de abril de 2023

Ir ou não ir, eis a questão.



Ir ou ficar é uma opção

Ir é opção de quem não ama

Quem ama quer ficar

Quer a porta fechada

Quer estar do lado de dentro

Quem ama fica, mesmo querendo ir

Mas quem ama a si mesmo, vai, mesmo querendo ficar