Levei minha mãe para fazer
EEG no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, e os exames eram realizados em um
centro de exames chamado Epicentro. A etimologia da palavra nos remete ao lugar
onde os terremotos se iniciam. Que nome... uauu... Certamente que muitos terremotos
internos e familiares devem ter começado nesse lugar. Mas o que quero falar mesmo
é sobre a observação que fiz de duas pacientes que aguardavam atendimento. Uma,
Ana Vitória, aproximados 8 anos era extremamente irrequieta, mexia em tudo e
era duramente repreendida com gritos pela avó e pela mãe. A pequena levantava e
imediatamente a avó gritava: Senta ANA VITÓRIA! Eu estou mandando você sentar.
AGORA! A menina tentava em vão explicar que queria apenas pegar um livro ou
revista, mas tanto a avó quanto a mãe ignoravam os apelos da menina. Saíram
para a realização do procedimento praticamente arrastando a criança e não mais
as vi. Em seguida, entrou no recinto uma mãe e uma criança também para fazer o
exame. Essa criança também parecia precisar de cuidados especiais... a
diferença era a maneira como ela era tratada. A mãe carinhosamente lhe
explicava que deveria fazer um exame e lhe disse com palavras doces que iria
tomar um remedinho para dormir e que assim o exame iria acontecendo sem que
nenhuma das duas fizesse nada. A menina ficou um pouco apreensiva e a única
coisa que pediu: que a mãe ficasse ao seu lado durante todo o procedimento, ao
que a mãe docemente disse: o exame vai demorar, mas aconteça o que acontecer,
não sairei do seu lado. Pensei nessa criança que nem sei o nome e na outra que
só sei o nome porque tanto a mãe quanto a avó não tinham paciência para
conversar com a menina e gritavam seu nome o tempo todo. A seguir entrou outra
paciente, essa com dificuldade de locomoção, fala e coordenação... ficava o
tempo todo no colo do pai que a tratava com um amor e carinho também notáveis.
Que dó da Ana Vitória, além de ser portadora de uma doença que a diferencia,
ainda tem que contar com a intransigência e falta de paciência das suas
cuidadoras. Que vontade de gritar com elas e dizer: Por favor... Prestem a
atenção, a Ana Vitória só quer pegar um livro.
Particularmente particular...e o que é particular? Na verdade, sempre somos "públicos". Venha... Entre sem cerimônia. Aqui poderemos falar sobre o que você quiser e até, quem sabe, nos tornarmos amigos (as). Aviso: Sem envolvimento emocional ou financeiro! *risos* Bem vindo(a) ao meu pequeno grande mundo. Lu de Oliveira *Migrado do Feia, Pobre e Burra
sexta-feira, 14 de abril de 2017
Balanço Geral das Férias: Cuidado e Amor
Então vamos lá...Foram 14
dias de férias em Curitiba. Como foram essas férias? Dessa vez foi diferente. Nada de passeios, festas,
restaurantes chiques e nada de compras. Essas férias foram dias de cuidado, de
amor e de muita reflexão. Fui para Curitiba com o único objetivo de “cuidar” dos
meus pais. Fiquei abismada de ver o quanto eles envelheceram desde dezembro,
última vez que os vi. Meu pai teve um AVC e minha mãe foi acometida do vírus da
Herpes Zoster. Ambos foram internados e ficaram visivelmente abatidos. Ele,
somado o recente AVC e a demência cada vez mais latente causada pelo Ausheimer
é o que está pior. Muito magro, alimenta-se muito mal. Não tem apetite, embora
eu, ou as outras pessoas que o auxiliem faça de tudo para que ele coma. Sua
mente viaja entre o real e o imaginário. Fala das viagens que empreende a cada
noite. Incrível que menciona lugares, dando referências de quando era motorista
de ônibus ou caminhão. Fala com muita altivez e com um orgulho gigante das
coisas que fez e ontem, dia 23/03, falou várias vezes das pessoas que ajudou e do
quanto isso lhe fez bem. A mãe por sua vez, já demonstra os primeiros sintomas da “doença do
Cuidador”, depressiva, às vezes irritada e com a paciência diminuída pelos
cuidados que precisa dispensar ao meu pai. Apesar de ter uma pessoa que os
auxilia durante 4 dias na semana, ainda assim a carga maior é dela. Precisa
aguentar os ataques verbais e à agressividade que às vezes afloram dele. Para
ela também é muito difícil aceitar com naturalidade tudo que está acontecendo
com os dois. E eu? Bom, eu fiquei muito, digamos, “chocada com tudo que vi.
Milhões de coisas passaram na minha cabeça com relação ao futuro. Pensei muito na
vida, nos filhos, na família de maneira geral e também no dia de amanhã. Não sei o que
me aguarda, mas de uma coisa eu tenho certeza: Não quero ser pega de surpresa e
nem de “calças curtas”, quero me prevenir para no futuro ter uma velhice com
qualidade e com dignidade. E que o Senhor nos ajude! Amém.
Paz na Terra
Esses dias tenho vivido dias de profunda tristeza por tudo que tem acontecido no Brasil e no mundo. Tantos escândalos por causa da corrupção ativa e passiva daqueles que que, a priori, deveriam nos defender e zelar dos nossos interesses. Mar de lama. Oceano de mentiras. Tudo o que se vê no congresso hoje é vergonha. Triste história nossos netos e bisnetos terão para "estudar" desse período de vergonha. Mas, se olharmos por um outro ângulo, talvez seja a esperança e um Brasil que está sendo passado a limpo e quem sabe as próximas gerações terão orgulho de dizer que deixamos um país mais justo e honesto para eles.
Agora o mundo... Ah o mundo! Esse também está de mal a pior. O povo Sírio sendo dizimado pelas armas químicas, o Trump atacando o Afeganistão, o líder "ensandecido" da Coréia do Norte ameaçando os EUA, a Rússia prometendo entrar na briga... sei não... Estou sentindo medo. Estou sentindo uma aflição no peito. Meus dias são de incessantes pensamentos em prol da paz no mundo. Acredito em Deus e em orações. Estou pedindo a amigos e conhecidos que mentalizem palavras e pensamentos de paz e amor entre os homens. Sei que Deus tem planos para o homem e que nós não fomos criados para o mal. Talvez precise de mais um tempo de trevas para que os homens possam enxergar a necessidade da luz. Vamos aguardar cenas do próximo capítulo e que possamos ter um final feliz, ops... final não!
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