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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Empadinha de Palmito

No carro, eu e meu irmão buscamos nosso "quase" irmão Dimas na rodoviária  e na volta,  paramos na padaria para pegar um pãozinho quentinho para os que estavam em casa. Na casa da nossa mãe já tinha um "montinho" de gente.  Porque estavam lá?? Minha mente não entendia esse ajuntamento. Meu cérebro não processava as informações, meus ouvidos não queriam ouvir a verdade. Meus pensamentos voavam, divagavam. A moça me olhou e perguntou: Quantos pães? Francês? Pedi 20. Pra que tanto? Para alimentar as pessoas que não se reuniam há anos, pensei. Meus olhos atentos procuravam no grande balcão algo específico... Achei! Moça, me dá uma empadinha de palmito. De repente, falei: Desculpe, não vou levar mais. Não comentei o motivo com ela: A empadinha de palmito era para minha mãe, mas como num sopro, lembrei que a minha mãe não estaria em casa pra receber a empadinha, nem naquele dia, nem nunca mais.

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