* Imagem Internet
Das dores que só eu sei
Tive dias de tempestade
Daqueles que o céu claro fecha em escuridão
Abria a porta e a tristeza me recebia
Abria a janela e a solidão me dizia: Oi
Há quem conhecia minha dor
Ria do meu pranto, me desprezava
Me acusava do que eu não sei
Me jogava no abismo: ali eu ficava: Só e triste
Foram dias de amargura
De um chorar sem fim
De um sentimento de rejeição
Que marcaram minha alma e abriram chagas profundas
Mudei minha vida e meu jeito de ser
Esqueci tudo que aprendi sobre amizade
Refiz conceitos, recriei rótulos
E me isolei. Me fechei para o mundo
Hoje sou solitude. Sou profundidade
Sou inacessível. Uma concha fechada
Alguém que espera a cura.
A esperança.
O esquecimento.


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