Vivo
tendo problemas com essa minha intensidade. Para minha sorte ou azar,
não sei gostar pouco. Não aprendi a dosar sentimentos. Acho que a culpa é
da minha mãe. Ela nunca chegou pra mim e disse: Filha, você tem que
gostar só um pouquinho das pessoas ou você pode sofrer, “se machucar”.
Desculpe-me mãe, mas como tenho que jogar a culpa em alguém e como sei
também que a senhora não vai ler meu blog, a culpa é sua...*risos*
Aliás... os filhos sempre culpam os pais pelo que lhes acontece de ruim,
então, não quero ser exceção à regra. A Zete, minha amiga me disse um
dia desses: “Seu coração é vagabundo!”. Zetinha, não diga isso do
“pobrezinho”...ele não é assim... eu o conheço bem. Juro! Ele só não
aprendeu a gostar pouco, é meio destemperado e não tem critérios de
seleção, vai logo gostando de qualquer um. Esse coraçãozinho ingênuo é
receptivo a todo mundo e o pior: Gosta muito, muito... e muito. Sou do
tipo que se “apaixona” pelas pessoas com facilidade. Me apego fácil.
Constantemente sofro com isso. Nem sempre a pessoa me gosta com a mesma
intensidade e o pior, nem sempre a pessoa quer “ser gostada” tanto
assim. Às vezes, ela só quer uma amizade descompromissada e
desinteressada e daí venho eu, com toda essa minha impulsividade e
“amor” desmedido e estrago tudo. Quero ser gentil, amável, quero
agradar, quero ficar perto, quero conversar, quero acarinhar, ou seja:
eu quero “gostar muito” e não raro, afugento os pobres seres que acham
que eu tenho “segundas” ou “terceiras” e até “quartas” intenções. Isso
acontece porque hoje em dia as pessoas se previnem deste tipo de
“comportamento”. Buscam isolamento e quando aparece um novo amigo, elas
ficam “de orelhas em pé”. Ficam atentas, precavidas, de sobre aviso. Mas
eu não sei fazer issooooooo... Alguém pode me ajudar? Indique-me um
“remedinho”, pode ser uma poção, injeção, ungüento, pílulas, qualquer
coisa! Se você me disser que tem uma escola que ensina a “gostar menos”,
ela pode focar na Sibéria, Groelândia, Noruega e até na Patagônia, eu
irei e serei a aluna mais aplicada e dedicada da turma. Será que tenho
futuro como uma pessoa que não gosta tanto? Você conhece algum caso
semelhante ao meu e que teve tratamento bem sucedido? Sabe, eu sou do
tipo que chora de saudade da família, dos velhos e novos amigos, dos que
já partiram, dos que viajaram, dos que nos esquecem, daqueles que
muitas vezes nem lembram que existimos, daqueles que nunca vi. Viu?
Gostar muito parece uma doença e enquanto a cura não chega, vou
continuar assim: Gostando exageradamente. E naturalmente sofrendo até a
exaustão. Beijos carregados de “bem querer”.Particularmente particular...e o que é particular? Na verdade, sempre somos "públicos". Venha... Entre sem cerimônia. Aqui poderemos falar sobre o que você quiser e até, quem sabe, nos tornarmos amigos (as). Aviso: Sem envolvimento emocional ou financeiro! *risos* Bem vindo(a) ao meu pequeno grande mundo. Lu de Oliveira *Migrado do Feia, Pobre e Burra
segunda-feira, 20 de março de 2017
Eu Só Sei Gostar Muito
Vivo
tendo problemas com essa minha intensidade. Para minha sorte ou azar,
não sei gostar pouco. Não aprendi a dosar sentimentos. Acho que a culpa é
da minha mãe. Ela nunca chegou pra mim e disse: Filha, você tem que
gostar só um pouquinho das pessoas ou você pode sofrer, “se machucar”.
Desculpe-me mãe, mas como tenho que jogar a culpa em alguém e como sei
também que a senhora não vai ler meu blog, a culpa é sua...*risos*
Aliás... os filhos sempre culpam os pais pelo que lhes acontece de ruim,
então, não quero ser exceção à regra. A Zete, minha amiga me disse um
dia desses: “Seu coração é vagabundo!”. Zetinha, não diga isso do
“pobrezinho”...ele não é assim... eu o conheço bem. Juro! Ele só não
aprendeu a gostar pouco, é meio destemperado e não tem critérios de
seleção, vai logo gostando de qualquer um. Esse coraçãozinho ingênuo é
receptivo a todo mundo e o pior: Gosta muito, muito... e muito. Sou do
tipo que se “apaixona” pelas pessoas com facilidade. Me apego fácil.
Constantemente sofro com isso. Nem sempre a pessoa me gosta com a mesma
intensidade e o pior, nem sempre a pessoa quer “ser gostada” tanto
assim. Às vezes, ela só quer uma amizade descompromissada e
desinteressada e daí venho eu, com toda essa minha impulsividade e
“amor” desmedido e estrago tudo. Quero ser gentil, amável, quero
agradar, quero ficar perto, quero conversar, quero acarinhar, ou seja:
eu quero “gostar muito” e não raro, afugento os pobres seres que acham
que eu tenho “segundas” ou “terceiras” e até “quartas” intenções. Isso
acontece porque hoje em dia as pessoas se previnem deste tipo de
“comportamento”. Buscam isolamento e quando aparece um novo amigo, elas
ficam “de orelhas em pé”. Ficam atentas, precavidas, de sobre aviso. Mas
eu não sei fazer issooooooo... Alguém pode me ajudar? Indique-me um
“remedinho”, pode ser uma poção, injeção, ungüento, pílulas, qualquer
coisa! Se você me disser que tem uma escola que ensina a “gostar menos”,
ela pode focar na Sibéria, Groelândia, Noruega e até na Patagônia, eu
irei e serei a aluna mais aplicada e dedicada da turma. Será que tenho
futuro como uma pessoa que não gosta tanto? Você conhece algum caso
semelhante ao meu e que teve tratamento bem sucedido? Sabe, eu sou do
tipo que chora de saudade da família, dos velhos e novos amigos, dos que
já partiram, dos que viajaram, dos que nos esquecem, daqueles que
muitas vezes nem lembram que existimos, daqueles que nunca vi. Viu?
Gostar muito parece uma doença e enquanto a cura não chega, vou
continuar assim: Gostando exageradamente. E naturalmente sofrendo até a
exaustão. Beijos carregados de “bem querer”.
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