Postado em: 13 de abril de 2011 - 17:40
Cheguei
em Curitiba na segunda-feira, dia 11/04, a noite. Curitiba continua
linda, porém, com problemas tão grandes quanto as suas belezas. Já no
taxi, o motorista teceu comentários sobre a violência, disse que fora
assaltado mais de 4 vezes e que estava assustado com o crescimento dos
ataques aos colegas de profissão. Deus graças à Deus por estar quase se
aposentando e poder deixar de ser taxista, o que ele considera hoje uma
profissão de alto risco. Saí na terça para
aquele passeio tradicional na Rua XV e claro, visitas às lojas. Não vi
nada de aterrador no centro, para mim, aparentemente tudo estava normal.
Aqueles tipos “estranhos” de
tribos “estranhas” de sempre, os vendedores de bilhete de loteria
gritando a plenos pulmões como de costume, as lojas com promoções
irresistíveis e pra variar... “abarrotadas” de mulheres “histéricas” e
afoitas por consumir ótimos produtos com preços melhores ainda, e eu inclusa
no meio delas. Na terça-feira de manhã, ainda em casa, eu estava
assistindo o jornal local e fiquei estarrecida com duas notícias: A
primeira falava de uma família, cujo filho de apenas 17 anos, morrera em
Curitiba, e ao receber o corpo constatara que, recebera o corpo errado.
Isso mesmo! O IML havia trocado os corpos numa total falta de respeito.
No mesmo noticiário, o repórter mostrava uma mulher de 34 anos que
passou mal em um ponto de ônibus, os transeuntes acionaram o SAMU,
várias pessoas ligaram inclusive uma viatura da PM, mas o SAMU só
atendeu ao chamado 40 minutos depois, quando já não se podia fazer mais
nada e a mulher veio a óbito. Após a chegada do SAMU e constatado o
falecimento da jovem senhora, o IML foi chamado para recolher o cadáver e
só atendeu a ocorrência após 04 horas... Pasmem! Por quatro longas
horas o corpo da mulher ficou no ponto do ônibus jogado no chão. De novo
a incompetência do IML. Aliás, o IML já estampou as capas de jornais,
pois acumulava dezenas de corpos empilhados, em um único freezer, e o
pior... em péssimo estado de conservação. É... parece que a coisa vai
mal mesmo por aqui. Sem contar que o governador, ao invés de se
preocupar com esse tipo de problema, perde tempo exonerando o chefe
regional do Instituto Ambiental do Paraná, que no passado fizera um
filme erótico. Quanto falso moralismo. Quanta hipocrisia. Se o rapaz é
competente e capacitado para o cargo que desempenha, ele falou em
entrevista na TV que é formado em gestão ambiental, qual o mal em ser
ator e ter feito um filme de gosto duvidoso? O senador Roberto Requião,
criticou a indicação de Valter Pagliosa, indicado para o cargo. Nossa
senador... que falta do que fazer, heim? Será que o senhor ainda não
percebeu que está no meio de algo muito mais “pecaminoso”? Será que seu
ambiente de trabalho é mais digno que o set de gravação de um filme
pornô? Pior que o governado Richa, demitiu o ex-ator... engraçado...
Roubar, ser desonesto e ter ficha mais do que suja pode, desde que a
roubalheira não agrida a moral e os bons costumes nem afronte a “sagrada
família”. Curitiba está uma bagunça... Se os políticos estivessem
cuidando dos seus afazeres, não teriam nem tempo de se prestarem a papel
tão ridículo. Fiquei decepcionada com o que encontrei em Curitiba dessa
vez. Confira abaixo as notícias na íntegra. Beijos da Feia.
Corpos trocados em Curitiba
Corpos acumulados em freezer
Comissão dos Direitos Humanos confere situação do IML de Curitiba
Beto Richa, governador do PR demite ator de filme erótico
Corpos trocados em Curitiba
Corpos acumulados em freezer
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Beto Richa, governador do PR demite ator de filme erótico
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